Com o uso de tecnologias como Big Data, monitoramento por satélites, sensores e softwares especializados, empresas iniciantes querem levar a inovação ao campo. Diante disso, com intuito de divulgar e ressaltar os detalhes desse nascente ecossistema AgTech brasileiro, o post de hoje será sobre essa conexão.

Todos sabem que o Brasil é uma potência do agronegócio. O PIB geral do país em 2016 foi de R$ 6.267 trilhões, sendo que o PIB do agronegócio ocupa 22% desse valor. Vale ressaltar que nos últimos cinco anos a expansão das AgTechs foi de 70%; podendo ser triplicado até o final do ano de 2017.

O co-fundador da AgTech Coworking e da AgTech Garage, José Augusto Tomé, que foi o nosso convidado para a 79ª edição do BRNewTech, afirmou que um dos principais desafios para quem está iniciando no setor é estar conectado ao campo, ou seja, estar perto do agricultor para compreender as grandes ‘’dores’’ que eles possuem para daí criar soluções.

Um outro problema é a captação de investimento. Muitos investidores ainda reclamam da dificuldade em encontrar soluções com potencial de crescimento.

‘’Cada vez mais grandes empresas estão entrando nisso; as corporações estão buscando muito uma conversa, procurando entender e se aproximar mais, porém vai levar um tempo até ter realmente mais corporações fazendo investimento direto. Elas querem fazer uma aceleração, propor desafio de ideias, ver como isso pode tirar valor para elas’’, explica Tomé.

De acordo com o 1˚ Censo AgTech Startups Brasil, realizado pela Escola Superior de Agricultura “Luiz de Queiroz” (ESALQ/USP) e o AgTech Garage, há no país 75 startups no setor de agronegócios.

Tomé afirma também que as principais áreas de atuação dessas startups são de tecnologias de suporte à decisão (56%) e de softwares para gestão (50%). Já os principais mercados atingidos são: 49% soja, 46% milho, 41% cana de açúcar e 32% de café.

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