Como preparar a sua empresa para trabalhar com as startups

Preparar a sua empresa para a inovação significa trabalhar com organizações diferentes e outros modelos. Mas como fazer esse preparo e se adequar ao mundo das startups? E o que algumas empresas já estão fazendo com isso?

De acordo com o diretor do Campus São Paulo by Google, Andre Barrence, o Google iniciou os seus trabalhos como uma startup e as iniciativas que existem com as startups partem de uma crença pela sua própria trajetória; as startups são empresas, organizações com um grande potencial de impacto.

”O Google começou em 2011 ajudar a alavancar sistemas empreendedores pelo mundo. Estando próximo dessas startups e fortalecendo esse ecossistema de tecnologia, no médio ou longo prazo, traz benefícios direto ao Google, os retornos são palpáveis e o investimento vale à pena”.

Além do Google, outras empresas também já estão trabalhando com as startups e um exemplo disso é o Itaú com o Cubo. Flávio Pripas, que comanda o espaço, conta que o projeto foi criado através de uma necessidade que o Banco Itaú tinha, que era se aproximar dessas outras organizações.

”As startups criam modelos de negócios, mudam esse modelos, transformam a dinâmica de mercado e o banco precisava repensar os seus processos, repensar a velocidade da entrega dos produtos e isso poderia ser aprendido com elas”.

Pripas explica que diante disso surgiu a ideia de trazer um ambiente de inovação ao Brasil em parceria com a Redpoint Ventures. Com a criação do Cubo, a plataforma mais aberta possível de fomento ao empreendedorismo, o banco pôde ficar mais próximo das startups, entender como elas funcionam e até mesmo contratar alguma delas como fornecedor. Além da Redpoint Ventures, o Cubo possui o apoio de outras dez grandes empresas.

Esta conversa foi realizada em um dos painéis da última edição do  Innovators Summit, em São Paulo. O evento, que trata de empreendedorismo e inovação, tem como objetivo criar e fortalecer o setor, incluindo o Brasil na agenda dos maiores agentes de inovação do mundo.

Um outro ponto que também foi discutido na noite, foi a visão de uma empreendedora que teve a sua empresa adquirida por uma outra.

Quem explica essa sensação é a Ann Marie Williams.

”A Opto, minha empresa na época, foi adquirida pela Spring mobile. As duas empresas estavam no mercado de mobile, porém oferecendo serviços um pouco diferentes”.

Williams conta que um dos pontos mais difíceis dessa integração foi a cultura de trabalho, pois a Opto tinha uma cultura de trabalhar em equipe, já a Spring tinha a cultura interna de concorrência, e a maneira de olhar os resultados eram diferentes.

A empreendedora explica também que na hora de entregar a sua empresa na mão de uma outra, é muito difícil:

”Você entrega o seu ‘’bebe’’ e depois fica observando a outra empresa criar. Por isso eu acho que antes de fazer uma aquisição é necessário ter um plano de como vai ser integrado essa compra no dia a dia da operação”.

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