Normalmente a gente planeja um produto incrível com milhões de funcionalidades inovadoras, porém não conseguimos lançá-lo da forma que gostaríamos. E muitas vezes o que a gente estava planejando não era nem perto do que o nosso usuário necessita. Acredito que todo mundo já tenha passado por isso na hora de criar um produto, não é mesmo?!

Mas como a gente descobre qual a necessidade do nosso usuário?

Simples.

Através do processo Product Discovery, incluindo o Ice-Cream Method – um gráfico na forma de um sorvete -, utilizando a pirâmide invertida para reforçar que é preciso investir mais tempo ouvindo o usuário e tentando entender quais as necessidades dele, o que realmente ele precisa e o que ele irá usar no nosso produto a que desenvolvendo ou pensando na interface em si.

É preciso investir tempo e esforço, pesquisando e entendendo o problema que a interface e o desenvolvimento vão sair naturalmente.

Para quem nunca ouviu falar do Ice-Cream Method, o gráfico é dividido em algumas fases: a primeira são as entrevistas internas realizadas com as pessoas da própria empresa. O objetivo é descobrir quais são as ideias e os desejos dos executivos sobre o produto que será criado. O importante nessa fase é conversar com os executivos e com pessoas da empresa que podem contribuir com o produto.

Em seguida é feito uma pesquisa de mercado – que é olhar para as informações do mercado e tentar encontrar um posicionamento do produto, procurar saber o que os seus concorrentes estão fazendo, os pontos fortes e fracos deles e existem várias formas de fazer isso, a começar pelo Benchmarking.

Num primeiro exemplo para quem trabalha com App, a sugestão é ir até as lojas na categoria que se está trabalhando e tentar ver quais são os produtos e apps com a maior taxa de download, tentar categorizá-los e entender o que eles fazem. Uma outra dica é o App Annie, que te possibilita ver o número de downloads e revenue que os teus concorrentes fizeram nas lojas. Um ponto importante nessa pesquisa de mercado é a pesquisa bibliográfica.

Por último, temos as entrevistas externas. Que é quando conversamos com as pessoas que necessariamente vão usar o produto. O objetivo das entrevistas externas é descobrir quais são os comportamentos mais importantes dos nossos clientes e quais os argumentos que serão utilizados para conseguir explicar para as pessoas utilizarem o produto mais de uma vez.

E para fazer isso, existem alguns métodos: o primeiro são as saídas de campo com questionários para fazer com as pessoas. Um outro método legal é mandar essas perguntas por e-mail e se possível recompensar a pessoa que respondeu com algum tipo de brinde. Além disso, você também pode usar o Fake Feature que nada mais é que lançar a sua ideia através de um vídeo explicando o produto e disponibilizá-lo para as pessoas conhecerem e entenderem, e se gostarem, podem cadastrar o e-mail mostrando interesse, assim quando o produto for lançado ela poderá ser a primeira a usá-lo.

Depois de feito todos os testes, vem a parte do conceito. A partir disso, é montado uma concepção do que vai ser o produto, uma estratégia de como será feito e o que será feito, e dai sim desenvolve a interface.

Na parte de estratégia devemos pensar sobre o que vai ser o projeto, qual o time que vai trabalhar nele, qual o método de trabalho que será utilizado. Faça um acordo com seu time acerca do método: watefall, agile, kanban, scrum, lean  ou um “Vamos Lá!”.  O importante é descobrir uma maneira melhor de seguir em frente de modo rápido e consistente.

Para o produto, defina todos os passos da jornada do usuário baseado nas suas descobertas. Também descreva todas as funcionalidades do produto que o usuário precisa para ter uma experiência incrível. Crie um backlog claro. Não esqueça de escolher o formato deste documento, podendo ser: keynote, doc, Excell, powerpoint, e-mail ou um guardanapo! A coisa mais importante é que o time entenda todos os requisitos.

Já a parte do desenvolvimento é o sonho virando realidade.

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